Esta frase abre o arquvio de corridas, do Fábio Namiuti. Eu pensei muito no que poderia escrever no título deste post. Mas nada encaixa tão bem. A frase é simples, concisa, mas MUITO rica.

Melhor que o caminho é o caminhar. Encarar um treinamento um pouco mais sério e focado tem sido, para mim, um cair sem parar de fichas. Estou numa fase em que estou gostando do fato de a cada dia, tomar pé do quanto eu tenho que aprender. Noutro tempo, tomar pé de uma dificuldade real e iminente era sinal de que uma compulsão alimentar estava na porta, já querendo tomar conta de toda minha existência.  Eu sou ansioso, sou inseguro, mas nem passa pela minha cabeça desistir de correr só porque as dificuldades que existem para todos, em mim são só um pouco mais agudas. São mais agudas, mas não são impossíveis.

O que eu farei é aproveitar muito bem o apoio que venho tenho de corredores amigos que, a cada dia novo, estão comigo para me incentivar e comemorar comigo cada degrau subido, e, principalmente, para me ensinar. Eu estou gostando cada dia mais de correr, estou treinando duro, minha cabeça tem doido ultimamente de tanto pensar, planejar e refletir sobre treinos futuros, presentes e passados. Mas a corrida continua no lugar que eu reservei para ela, desde agosto de 2009. Continua sagrada, leia:se prazerosa.

Este post tomou um rumo diferente do que tinha pensado em fazer quando liguei o computador. Ficou meio “cabeça”  e  autoanalítico. E eu relamente estava muito a fim de descrever como foi o treino de ontem.

Talvez na ordem inversa poderia até ficar bom, mas agora vai assim mesmo.

O relógio iria tocar de madrugada às 03:40 horas. Eu iria fazer um caminho de outras idas a USP, que inclui tomar o primeiro ônibus até a Estação de Trem Domingos de Moraes e de lá ir correndo até a USP, num percurso bacana de 8km. Contudo, o Henrique acordou-me as 03:00.  Como eu tinnha conseguido deitar no horário planejado, entendi essa interrupção do sono como um sinal. Um sinal para eu tomar coragem e fazer o que eu vinha pensando em fazer há muito tempo.

Quatro horas da manhã, eu soltei o cronômetro na Avenida Mutinga e fui correndo, desde casa até a USP. Num horário normal seria possivel fazer um percuso de 9,5km. Mas naquele horario, optei por um caminho 4,5km mais longo.  Foi uma delícia ter ido correndo, principalmente porque ir de ônibus é algo que cansa, extressa e não é treino de corrida.  O lado ruim, se é que posso chamar assim, foi o fato de que o medo e ansiedade de algo tão novo em horário singular tornam impossível seguir um pace planejado. Corri até a USP num ritmo totalmente fora do ideal para um treino longo do Claudião. Mas o orgulho de tê-lo feito valeu o preço. Engraçado que o Paulo Motta me disse que 15 quilômetros em 01H57Min tinha sido muito rápído para um treino longo, mas o que ele não sabia e nem eu (só agora eu conferi no mapmyrun) é que já tinha corrido quase 17km em 01H57Min.  Resumo do treino: 04H20Min, com três paradas. Total de 33km e um PESCOÇO DURO.  O plano para o treino eram 36km. Ainda não aprendi a correr com sofrimento. Mas eu tenho muita fé de que no momento em que for preciso eu abrirei mão do correr só com prazer em nome de uma linha chegada. (Se Deus quiser!)

O Thiago não falta em treino. O Celular também não atendeu. Espero que ele não esteja doente.